
A Identidade Bourne
(The Bourne Identity, EUA, 2002)
por Rubens Ewald Filho
Se está procurando por um bom filme de ação, eficiente e profissional, aqui está a dica: ''A Identidade Bourne''. Feito pelo jovem e talentoso Doug Liman (''Vamos Nessa!''), a fita é bem movimentada, interessante e funciona sempre (o que explica porque foi bem de bilheteria).
Não vi a versão anterior de TV (que estava para sair em DVD), mas embora ache Matt Damon feio e sem graça, funciona bem como o personagem, um espião que é encontrado semimorto no mar perto de Marselha. Sofrendo de amnésia, ele vai para a Suíça tentando descobrir quem é, enquanto a CIA ou algo que o valha, manda matá-lo através de outros assassinos semelhantes a ele (que oficialmente não existiriam).
Aos poucos ele vai armando o quebra-cabeça com a ajuda de uma garota (a alemã Franka Potente, outra figura eficiente) que o acompanha na fuga até Paris (a cidade raramente esteve tão bem fotografada, inclusive com uma perseguição por suas ruas estreitas e avenida a beira rio). Cris Cooper e Brian Cox fazem os chefes sem escrúpulos enquanto a perseguição irá prosseguir até um desenlace aceitável.
Há um momento no meio em que cai o ritmo, mas não chega a ser grave. Bem realizado, sem excessos, não é patrioteiro (ao contrário, paranóico, coloca os próprios americanos como bandidos perigosos e assassinos, por isso deve funcionar bem no exterior). Ou seja, no gênero ação e espionagem é mesmo uma boa pedida.
Esse filme estreou hoje. Eu recomendo pras fãns do Matt Damon, hehehe. É um suspense de 118 minutos.

A Paixão de Jacobina
(A Paixão de Jacobina, Brasil, 2001)
Sinopse:Filme baseado em história real, mostra seita religiosa do Sul do Brasil que é comandada por mulher que diz falar com Deus.
Num sei se esse filme é bom, mas eu tava muito a fim de ver só por causa do Thiago Lacerda, hehe. Ele também estreou hoje,é um drama brasileiro, mas não há indicação da duração.

Alucinação
(Soul Survivors, EUA, 2001)
Olha gente... Eu assisti esse filme, mas juro que preferia ter assistido o filme que vocês queriam ver (Tudo pra ficar com ele). Esse filme tem um visual legal e a trilha sonora também. Enquanto você assiste, você até acha 'assistível', mas quando vem o final, você fica completamente revoltado... Recomendo que vocês não percam o seu tempo e só assistam se for com uma companhia boa o suficiente pra te entreter o filme inteiro.

Scooby-Doo
(Scooby-Doo, EUA, 2002)
[adaptado] Rubens Ewald Filho
''Scooby-Doo'' é a adaptação para o cinema dos famosos personagens do desenho animado. O cachorro é feito por animação (por computadores), os outros interpretados por jovens atores famosos (Freddie Prinze Jr., sua namorada Sarah Michael Gellar, mais conhecida como Buffy, a caça vampiros na TV, Matthew Lillard e uma novata chamada Linda Cardelini). Mas no meio da fita, eu perguntei para minha amiga libanesa: ''Escuta, eu estou ficando louco ou o filme é muito ruim?''
Nem precisa falar nada, né? Acho que esse filme deve ser uma "coisa"... Tipo Sinais, que todo mundo tava louco pra ver mas depois achou um lixo...

Sinais
(Signs, EUA, 2002)
por Rubens Ewald Filho
É basicamente uma fita que o diretor M. Night Shyamalan rodou no quintal da casa dele (maneira de dizer) com um orçamento baixíssimo (fora os US$ 25 milhões que pagou a Mel Gibson) e pelo jeito não sobrou dinheiro para pagar uma roupa de ET mais convincente. Depois da decepção do filme anterior, ''Corpo Fechado'', fica difícil agora levar a sério o diretor indiano (que por sinal faz um papel importante na história). Deixa dizer porque eu fiquei de má vontade também.
Há uma cena na fita que supostamente se passa no Brasil, em Passo Fundo, onde um câmera amador fotografou o ET (é a primeira vez que ele aparece na fita). O problema é que há crianças falando português e a mais audível fala claramente português de Portugal! Ou seja, alguém não soube fazer a pesquisa correta (americano não sabe nada mesmo, o critico da Entertainement Weekly disse que a cena era no México).
Ao contrário do que o trailer deixa prever (onde não se explica nada), este é um filme de invasão alienígena mesmo. Usa as marcas no milharal como ponto de partida de uma invasão mundial quase no estilo de ''Independence Day'', só que com orçamento zero. Tudo se passa na casa da família de forma claustrofóbica, com corridas pelo milharal e uns ETs extremamente incompentes (não sei como um deles não consegue escapar de uma dispensa, depois a solução final é ainda mais irritante. Jamais os ETS viriam para a Terra já que aqui existe enorme quantidade do que faz mal a eles).
A historia é muito mal contada, mal explicada. Tudo é mero pretexto para se ir criando clima, fazendo suspense com uma família em crise e com medo. O pai Mel Gibson é um padre (reverendo suponho) que largou a batina porque perdeu a fé quando a mulher morreu em acidente e agora cria o casal de filhos (um deles é Kieran, mais um dos Culkins). Tem ainda o irmão dele (Joaquin Phoenix) e a única mulher importante é a policial local (Cherry Jones). Parece que a preocupação do diretor é pregar sustos, criar situações para depois não saber resolvê-las.
Todo mundo que eu conheço reclamou do final, que é mal resolvido. Mas eu reclamo também do roteiro, que é mal desenvolvido, como se ele tivesse tido a idéia e não soubesse como acabá-las. (Além da discutível caracterização dos ETs, o filme tem um clímax muito parecido com ''O Quarto do Pânico'', o que foi coincidência e deixou o diretor irritado). Como a fita fez sucesso de bilheteria é o caso de perguntar por quanto tempo as pessoas irão acreditando em Shyamalan (dizem que se fala Shamalan, sem pronunicar o I) e vão lhe dar crédito. O meu acabou com esta fita.
Tá vendo... Por isso que eu já nem assisti ao filme...

A Última Profecia
(The Mothman Prophecies, EUA, 2002)
por Rubens Ewald Filho
Muitas vezes o fracasso nas salas americanas é injusto. É o caso deste ''A Última Profecia'', que não passou dos US$ 35 milhões nos EUA, mas é um dos filmes de suspense mais arrepiantes dos últimos tempos. Não é terror, é thriller, uma fita que promete mais do que mostra (mas isso parece não ser problema diante de ''Sinais'', que é só isso, apenas promessa sem nenhum clímax). Mas que tem momentos realmente assustadores, principalmente quando a gente pensa que os fatos são reais.
Quem sabe o filme vai melhor no Brasil, onde Richard Gere mantém sua popularidade. Não que ele tenha melhorado muito como ator, mas não chega a incomodar (ainda mais porque faz parceria com sua amiga Laura Linney, uma ótima figura sempre, com quem já esteve antes em ''As Duas Faces de um Crime''). Quem realiza o filme é o também competente Mark Pellington (''O Suspeito da Rua Arlington'').
Gere faz o papel de um importante jornalista que teve um problema grave com sua esposa (feita por Debra Messing, do seriado ''Will e Grace'') que sofre um acidente de carro e morre, depois de ver uma figura sinistra, uma visão de um Homem Mariposa (que ao menos parece isso). Intrigado, ele ouve falar de um lugar na Virginia do Oeste (na verdade vai parar lá meio por acaso, como se fosse uma experiência paranormal), onde estão sucedendo aparições de uma figura semelhante.
Nessa região, entre alucinações (fiquei impressionado com uma na cama do hotel) e profecias (parece que deve haver um grave acidente em determinado momento e hora, mas como sempre fica difícil racionalizar a profecia), ele se envolve com a policial local.
O filme traz também a presença do veterano Alan Bates (que dá algumas explicações importantes para a trama) e também envereda pelo thriller paranóico de conspiração. As dúvidas que eu tinha, porém, foram derrubadas pela resolução, uma seqüência muito bem realizada com bastante suspense (não vou dizer do se trata). Claro que não entendi direito que Homem Mariposa é esse, mas o filme é intrigante e resolve as situações de forma muito mais satisfatória do que os ''Sinais''. Ao menos não tem Ets de borracha correndo por Varginha...
Concordo com o Rubens... Apesar de não ser uma coisa bem resolvida, eu gostei de ter assistir... Apesar da gente ter mais falado do que prestado atenção, hehehe....
Fonte: E-pipoca
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