Segunda-feira, 10 de março de 2003 - 11h40
SÃO PAULO - Se você é daqueles que leva aventura a sério, pode esquecer a lenta e cara comunicação com telefones via satélite. Em maio, deve ser inaugurado o cibercafé mais alto do mundo, em pleno monte Everest, a 5 300 metros de altitude.
A idéia partiu do descendentes de sherpas (povo tibetano da região do Himalaia que participava de expedições montanha acima) Tsering Gyaltsen e do jornalista de tecnologia Gordon Cook, diz o jornal The National Business Review. O cibercafé das alturas vai contar com tecnologia doada pela Cisco, três rádios Wi-Fi (802.11 b) Aironet 350 Bridges, e pelo provedor de internet SquareNet, que retransmitirá o sinal de internet via satélite para um provedor baseado em Israel. O apoio técnico do projeto veio do especialista em conexão sem fio Dave Hughes, da national Science Foundation.
Tsering Gyaltsen é neto do único sobrevivente dos sherpas, Gyaltsen Sherpa, que acompanhou o desbravador Edmund Hillary na primeira escalada ao topo do Everest, há 50 anos.
O cibercafé será instalado no acampamento para escaladores e terá um pequeno número de computadores, diz a matéria. Mas, como o acesso será sem fio, os usuários poderão levar seus próprios equipamentos, incluindo notebooks, PDAs e celulares, diz a matéria. Segundo a Cisco, será possível alcancer velocidades de acesso de 64 a 128 kbps.
Como para a Cisco o maior desafio do projeto são as baixas temperaturas (que podem alcançar a marca de 27º C negativos no acampamento), Hughes definiu por colocar cada Aironet em uma caixa com isolamento térmico, o que deve ser suficiente para protegê-los do frio intenso.
O cibercafé funcionará apenas nos meses do outono e da primavera, considerados a "alta temporada" para os escaladores do Everest. O preço do acesso ainda não foi definido mas os criadores do cibercafé disseram ao The National Business Review que o uso do sistema deve sair por de dois a cinco dólares por acesso por grupo de escaladores (que geralmente incluem de cinco a 20 pessoas), sendo que o acesso por apenas uma pessoa deve sair mais barato.
Renata Mesquita, do Plantão INFO
Humm...interessante...
Desde que não me mandem correntes eu acho legal...
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