Saiba mais sobre o plano de paz para o Oriente Médio
da Folha Online
O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, e o premiê israelense, Ariel Sharon, receberam no dia 30 de abril um plano internacional de paz para o Oriente Médio traçado pelo "quarteto" (Estados Unidos, União Européia, Rússia e Organização das Nações Unidas).
O texto do projeto para pôr fim à violência no Oriente Médio e criar um Estado palestino até 2005 foi divulgado pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina).
De acordo com o plano de paz, uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos será alcançada somente com o fim da violência e o terrorismo, quando o povo palestino tiver uma liderança atuando decisivamente contra o terrorismo e com vontade e capacidade de construir uma democracia baseada na tolerância e na liberdade, e com a disponibilidade de Israel de fazer o que for necessário para um Estado palestino democrático ser estabelecido.
Fases
Segundo o texto, o plano de paz será colocado em prática em várias fases. "Se os dois lados realizarem suas obrigações rapidamente, o progresso das fases será mais rápido do que indicado no plano."
Um ajuste, negociado entre os dois lados, vai resultar no surgimento de um Estado palestino independente, democrático e viável, vivendo lado a lado, em paz e segurança com Israel e seus vizinhos, segundo o plano de paz.
"O ajuste vai resolver o conflito entre israelenses e palestinos e colocar um fim à ocupação que começou em 1967."
O "quarteto" vai se reunir regularmente para avaliar a performance dos dois lados na implementação do plano.
Fim à violência
Na primeira fase, os palestinos devem colocar um fim imediato e incondicional à violência.
"Os palestinos devem realizar uma reforma política em preparação para a criação de um Estado, inclusive traçar uma Constituição palestina e eleições livres, justas e abertas. Israel deve sair dos territórios palestinos ocupados no dia 28 de setembro de 2000. Os dois lados devem restaurar o status quo que existia naquela época", diz o texto.
Na abertura da primeira fase, a liderança palestina deve lançar um comunicado reiterando o direito de Israel de existir em paz e segurança e pedindo um imediato e incondicional cessar-fogo para acabar com atividade armada e todos os atos de violência contra israelenses em todos os lugares. Todas as instituições palestinas oficiais devem parar de incitar contra Israel.
Por outro lado, a liderança israelense deve lançar um comunicado afirmando seu compromisso de aceitar um Estado palestino independente, viável e soberano vivendo em paz e segurança ao lado de Israel e pedindo pelo fim imediato à violência contra palestinos em todos os lugares. Todas as instituições israelenses oficiais devem parar de incitar contra palestinos.
Com agências internacionais
Folha Online.
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