E já que estamos falando de histórias... E como o nosso blog é um "blog de notícias inúteis e engraçadas"...
Eu me apaixono por personagens de ficção
Convenhamos, isso não é novidade, vide o meu post sobre musos. Mas acho que é mais do que isso - não é só pelo personagem, eu sempre me apaixono pela história, pelo ambiente, pelas possibilidades.
E, claro, tenho uma teoria sobre isso. Aliás, é a mesma teoria que uso para explicar quando alguém me pergunta: "por que você lê tanto? Não tem mais nada para fazer não?"
Actually, my dear, não tenho não...
A vida de verdade não é lá muito divertida - nós temos milhões de problemas para resolver, mas nenhum deles envolve "combater as forças do mal"
(don't get me started, Slipi) ou "aprender magia" ou, até mesmo, "ir para NY, achar o amor da sua vida, dar tudo errado, dar tudo certo, casar em Vegas".
Teoricamente eu bem sei que esse comportamento não é muito saudável. Resquícios de infância, de fuga da realidade e tudo mais. Mas, quer saber, não me importo muito.
So, let's see my faves, no espírito dos últimos posts, em ordem histórica, haha. Anh, eu certamente indico a leitura de todos os livros aqui referidos!
OBS: não vou aqui indicar aqueles livros mais sérios que gostei - eu estou de férias e o único propósito deste post é diversão e aventura!
O primeiro mundo do qual eu me lembro de ter me apaixonado por foi o de Leo, Ângela e Gino, personagens do Marcos Rey. Nas histórias eles moravam aqui mesmo em São Paulo - e isso era o que tornava tudo ainda mais especial para mim: a sensação de que a aventura poderia estar perto. Nessa época (faz tempo, viu), ainda acreditava na possibilidade de, um dia, viver coisas tão emocionantes quanto a dos livros.
Todos os livros do Marcos Rey são muito bons, mas se eu tivesse de escolher apenas um, escolheria o
Um Rosto no Computador - claro que li essa história bem antes de imaginar o que os computadores iriam ser hoje, então pode ser que os teens não achem tanta graça na história (quase uma aventura de época!). Essa capa aí do lado é da primeira aventura do trio (viu, não é só a JKR que sabe escrever histórias de aventura com um trio principal).
Se você é um adulto que ainda consegue apreciar uma boa história, apesar de a sua faixa-etária não ser a indicada na borda do livro, passe na biblioteca mais próxima. Marcos Rey é um clássico da nossa literatura, tem em qualquer lugar.

Aliás, vamos lançar outra campanha? Livros são ótimos presentes e, ao contrário do que muita gente pensa, está cheio de criança por aí que adora ganhar livros de presente. Por que você não dá um livro de presente de férias para a criança da sua casa? Deixa ela escolher um, faça uma visita a livraria. Conheço muita gente que não gostava de ler pois associava a leitura a obrigações escolares...
Bom, mas voltando aos meus favoritos... Anh,
O Príncipe Fantasma, do Ganymédes José e Tereza Noronha! Quantas vezes eu reli esse livro? Mas a primeira vez foi a que marcou. Eu tinha nove anos e já havia desenvolvido minha obsessão por qualquer coisa escrita. A minha tia, que era professora de português, recebia vários livros das editoras - e me dava todos os que ela já tinha lido. Naquele dia, estava chovendo (e eu ainda morava em um apartamento

apertado) e tanto eu quanto a minha mãe e o meu irmão estávamos de férias. Escolhemos esse livro para ler e sentamos na sala. Tudo ia muito bem (o livro é uma mistura de paixão com mistério deliciosa), quando acabou a luz. Ai que susto! Lembro como se fosse hoje: nós terminamos de ler à luz de velas, completando a atmosfera da história. Esse livro é um pouco mais 'menininha', mas ainda tem suspense o suficiente para os garotos.
Outro favorito foi
Os Criminosos Vieram Para o Chá, da Stella Carr. Todos já leram algum livro dela, nem que seja para a escola, então não vou me dar ao trabalho de dizer que tudo o que ela escreve é bom. Mas esse é especial.
A história se passa na Inglaterra e a personagem principal é uma velhinha adorável. E o final é incrível, vale muito a pena. Sem romance dessa vez, só um mistério
à la Sherlock Holmes (que, apesar de não estar na lista do post, é um ótim

o livro de férias!).
Depois disso eu li praticamente a Coleção Vaga-lume inteira, mas nada marcou muito...
Merece uma lembrança o
Gênio do Crime e os outros da turma do Gordo, de João Carlos Marinho. Se não me engano, o primeiro dessa série nós lemos para uma prova da escola, mas posso estar sonhando.
Essa série lembra um pouco a de Marcos Rey, pois também se passa em uma cidade que poderia ser São Paulo, mas é um pouco mais fantasiosa - crianças andando na rua sozinhas (bom, na verdade, isso pode ser porque o livro foi escrito há cerca de 40 anos, tempo no qual as crianças realmente andavam sozinhas nas ruas...) e com dinheiro de sobra para comprar o que bem entenderem.
Um livro que me marcou nesse período, mas do qual eu não consigo lembrar o nome por nada nesse mundo, foi um que contava a história de uma garota de seus 20 e poucos

anos, bióloga, que vai para o norte visitar a família e fazer pesquisas junto com um grupo que havia acabado de encontrar a múmia de uma amazona, junto com um talismã. Minha irmã era pequena na época e rasgou o meu livro, que foi direto pra reciclagem... Se alguém souber o nome dessa história ganha um doce!
Logo depois (aqui já estamos por volta dos meus 14 anos) eu viciei em um livro chamado
Linha do Tempo, do Michael Crichton - sim, aquele mesmo que escreveu Jurassic Park.
Esse livro também virou filme, mas não assistam... Ele é uma decepção. O livro é muito bom, super cativante - e delira completamente na física quântica, ou seja, livro semi-geek. Além, vamos apenas dizer que uma parte do livro se pass

a na Idade Média, ou seja (x2), livro semi-geek com várias referências históricas. Muito bom mesmo.
No primeiro colergial eu ganhei meu primeiro Harry Potter - depois do meu primeiro boletim (hahaha, naquela época a vida era fácil, aiai), porque eu havia implorado para comprar antes das provas. E eu não comecei pelo
HP e a Pedra Filosofal, mas pelo
HP e o Prisioneiro de Azkaban, que havia acabado de sair e eu estava me mordendo para ler, já que era a 'nova promessa' de best seller. Mal sabíamos nós. Acho que as crianças e teens hoje não têm a menor idéia de como a cultura pop era antes do lançamento do HP - leitura por diversão não era algo tão popularizado como

hoje (o que me leva a crer que Crepúsculo e as continuações não seriam essa febre que hoje são se não fosse a popularidade conseguida por JK Rowling).
Eu só tenho a dizer que HP é meu
canon até hoje, a-do-ro!
Durante a faculdade, a nossa grande série foi a do
Guia dos Mochileiros das Galáxias, do Douglas Adams. Apesar de ter um pouco de aventura, a classificação está mais para sci-fi mesmo - e é hilário. Acho que eu nunca ri tanto quanto lendo esses livros, principalmente o
Restaurante no Final do Universo, o que foi um problema, já que metade deles eu li durante aulas de direito comercial...
Mais para o final da faculdade, começou a minha

fase HQ, com Sandman, do Neil Gaiman. Mas não vou falar dele aqui, porque está muito mais para terror mesmo do que para aventura e mistério. No caso, além de
Y - the last man (muito bom! Tem link para download nesse post), o que melhor se enquadra nessas aventuras fantásticas é a minha nova paixãozinha:
Hellblazer!
Sabe qual foi a primeira coisa que pensei quando comecei a ler as 'desaventuras' de John Constantine? Foi: "Mas ele é loiro!?!" Haha, isso porque quem fez o filme sobre ele foi Keanu Reeves (lindo!) - que é muito bom, mas não passa nem perto de Hellblazer...
Quem ainda tem preconceito em relação a 'histórias em quadrinhos' precisa esquecer de Turma da Mônica... As
Graphic novels da Vertigo tem temas adultos, desenhos bem feitos e diálogos cheios de referências interessantes.
Para downloads dessas e outras HQs, experimentem o site
Vertigem HQ (aliás, para conseguir ler, é necessário o programa CDisplay - tem o link lá).
Bom, é isso! Boa diversão!
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